PROBIÓTICO DE FARMÁCIA OU CASEIRO: QUAL É MELHOR PARA O SEU INTESTINO?

PROBIÓTICO DE FARMÁCIA OU CASEIRO: QUAL É MELHOR PARA O SEU INTESTINO?

Kefir, kombucha ou probióticos em cápsulas? Entenda as diferenças, os benefícios e o que realmente importa na hora de escolher um probiótico para cuidar da microbiota intestinal.

Você já entrou em uma farmácia e ficou completamente perdida diante de uma prateleira cheia de probióticos?

De um lado, suplementos de R$ 50. Do outro, opções que ultrapassam R$ 300. Todos prometendo benefícios para a saúde intestinal.

Ao mesmo tempo, existem pessoas que cultivam kefir em casa, preparam kombucha e consomem alimentos fermentados diariamente.

Mas surge uma dúvida muito comum:

Afinal, qual é melhor para o intestino: o probiótico de farmácia ou o caseiro?

Será que os fermentados naturais conseguem recuperar a flora intestinal? Os suplementos industrializados são realmente mais eficazes? E quem sofre com gases, barriga inchada ou disbiose intestinal deve escolher qual opção?

Eu sou Carina Palatnik, e neste artigo vou explicar as diferenças entre essas alternativas e o que a ciência realmente diz sobre o assunto.

O QUE SÃO PROBIÓTICOS E COMO ELES FUNCIONAM?

Nosso intestino abriga trilhões de microrganismos que compõem a chamada microbiota intestinal.

Esses microrganismos participam de processos importantes, como:

  • Fermentação de componentes da alimentação.
  • Produção de determinados metabólitos.
  • Interação com o sistema imunológico.
  • Manutenção de funções da barreira intestinal.
  • Comunicação entre o intestino e outros sistemas do organismo.

Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde.

Mas existe um detalhe fundamental: nem toda bactéria benéfica é automaticamente um probiótico.

Para que um microrganismo seja considerado probiótico, seus benefícios precisam estar demonstrados cientificamente.

Além disso, os efeitos podem variar conforme a espécie, a cepa, a dose e a condição de saúde avaliada.

PROBIÓTICOS CASEIROS: KEFIR, KOMBUCHA E ALIMENTOS FERMENTADOS

O kefir, a kombucha, o chucrute e outros alimentos fermentados fazem parte de tradições alimentares de diferentes culturas.

Kefir de leite e kefir de água

O kefir é produzido pela fermentação realizada por comunidades de bactérias e leveduras.

Sua composição pode variar de acordo com os grãos utilizados, os ingredientes, a temperatura e o tempo de fermentação.

O kefir de leite e o kefir de água apresentam características diferentes, mas ambos podem fazer parte de uma alimentação variada, conforme a tolerância individual.

Kombucha

A kombucha é uma bebida fermentada geralmente preparada com chá e açúcar, utilizando uma cultura de bactérias e leveduras.

Durante a fermentação, parte do açúcar é consumida pelos microrganismos, que produzem diferentes compostos.

Entretanto, a quantidade de açúcar residual, a acidez e a composição microbiana podem variar bastante.

Quais são as vantagens dos fermentados caseiros?

Entre as possíveis vantagens estão:

  • Diversidade de sabores e preparações.
  • Inclusão de alimentos fermentados na rotina.
  • Possibilidade de preparo doméstico.
  • Presença de microrganismos e compostos produzidos durante a fermentação.

Mas atenção: nem todo alimento fermentado pode ser classificado como probiótico.

Para receber essa classificação, é necessário demonstrar benefícios à saúde associados aos microrganismos presentes.

KEFIR E KOMBUCHA PODEM PIORAR GASES E INCHAÇO?

Algumas pessoas relatam aumento de gases, distensão abdominal ou desconforto após consumir bebidas fermentadas.

Isso pode acontecer por diferentes motivos, incluindo:

  • Presença de compostos fermentáveis.
  • Gás carbônico em bebidas como kombucha.
  • Acidez da preparação.
  • Lactose residual em determinados produtos lácteos.
  • Sensibilidade individual a ingredientes ou componentes da fermentação.

Pessoas com síndrome do intestino irritável ou suspeita de SIBO podem apresentar tolerâncias diferentes.

Isso não significa que kefir ou kombucha causem SIBO, nem que devam ser proibidos para todas as pessoas com sintomas intestinais.

O mais importante é avaliar cada caso individualmente.

Também é fundamental ter cuidado com a higiene e o armazenamento dos fermentados caseiros, porque preparações inadequadas podem favorecer contaminações.

PROBIÓTICOS DE FARMÁCIA: QUAL É A DIFERENÇA?

Os suplementos probióticos de qualidade apresentam uma vantagem importante: a possibilidade de identificar os microrganismos utilizados e controlar características da formulação.

No rótulo, é importante observar:

1. Gênero, espécie e cepa

Diferentes cepas podem apresentar efeitos diferentes.

Por isso, não basta encontrar a palavra Lactobacillus na embalagem.

2. Quantidade de UFC

UFC significa unidades formadoras de colônias e representa uma medida da quantidade de microrganismos viáveis.

Mas atenção: mais bilhões não significam necessariamente um probiótico melhor.

Não existe uma dose mínima universal de 5, 10 ou 20 bilhões de UFC que seja ideal para todas as pessoas.

3. Qualidade e estabilidade

As condições de fabricação, transporte, armazenamento e prazo de validade podem influenciar a viabilidade dos microrganismos.

4. Tecnologia da cápsula

Algumas formulações utilizam cápsulas gastrorresistentes para proteger o conteúdo durante a passagem pelo estômago.

Entretanto, essa tecnologia não garante, sozinha, melhores resultados clínicos. A eficácia depende do produto e das evidências disponíveis.

QUAL É MELHOR PARA RECUPERAR A FLORA INTESTINAL?

Essa é a pergunta que mais recebo!

E a resposta é que não existe um vencedor universal.

Os alimentos fermentados podem fazer parte de uma alimentação saudável, enquanto suplementos probióticos específicos podem apresentar benefícios estudados para determinadas situações.

Por exemplo, algumas cepas ou combinações possuem evidências para reduzir o risco de certos tipos de diarreia associada ao uso de antibióticos.

Entretanto, isso não significa que qualquer probiótico funcione para todas as pessoas.

Também é importante entender que os probióticos não precisam colonizar permanentemente o intestino para exercer determinados efeitos.

E quando falamos em disbiose intestinal, precisamos ter cuidado: não existe um único suplemento capaz de corrigir todas as alterações da microbiota.

A escolha deve considerar os sintomas, a condição clínica e as evidências específicas da formulação.

QUEM TEM SIBO OU DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL DEVE TOMAR PROBIÓTICOS?

O SIBO, ou supercrescimento bacteriano do intestino delgado, pode causar gases, distensão abdominal, dor e alterações do hábito intestinal.

Seu tratamento depende da avaliação das causas e das características de cada paciente.

Já doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn, exigem acompanhamento especializado.

Além disso, determinados produtos podem não ser adequados para pessoas com condições clínicas específicas.

COMO ESCOLHER UM BOM PROBIÓTICO? ( clique aqui )

Antes de comprar, observe cinco pontos:

  1. Identificação das cepas: confira quais microrganismos estão presentes.
  2. Evidências científicas: procure estudos relacionados ao benefício desejado.
  3. Quantidade de UFC: avalie a dose no contexto da formulação.
  4. Qualidade do produto: considere fabricação, armazenamento e validade.
  5. Necessidade individual: nem todas as pessoas precisam suplementar probióticos.

O preço mais alto não garante maior eficácia, assim como o produto mais barato não é necessariamente inferior.

PREBIÓTICOS: A ALIMENTAÇÃO TAMBÉM IMPORTA!

Não adianta olhar apenas para as cápsulas e esquecer o que colocamos no prato.

Os prebióticos são substratos utilizados seletivamente por microrganismos do organismo, conferindo benefícios à saúde.

Alguns alimentos podem fornecer fibras e compostos que ajudam a sustentar uma microbiota diversificada.

Entre eles estão:

  • Aveia.
  • Banana.
  • Leguminosas.
  • Alho e cebola, quando bem tolerados.
  • Vegetais variados.
  • Grãos integrais.

A tolerância individual é especialmente importante para pessoas com sintomas digestivos.

Além da alimentação, sono adequado, atividade física e hábitos saudáveis contribuem para o cuidado integral da saúde.

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Para quem deseja conhecer uma opção de suplementação direcionada aos cuidados com a microbiota intestinal, existe o Probiótico Gasfree da Carebiotics.

Sua formulação contém:

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  • 20 bilhões de UFC por cápsula.
  • Cápsula gastrorresistente.
  • Formulação sem glúten e sem lactose, conforme as informações do produto.

O Gasfree foi desenvolvido para complementar uma rotina de cuidados com a saúde intestinal.

É importante lembrar que seus benefícios dependem das características da formulação e das necessidades individuais. Ele não substitui diagnóstico ou tratamento médico.

Quer conhecer o Probiótico Gasfree e os suplementos Carebiotics?

Descubra as diferenças entre probióticos de farmácia, kefir e kombucha. Saiba como escolher e cuidar da microbiota intestinal com segurança.

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ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO: PROBIÓTICO DE FARMÁCIA OU CASEIRO?

No meu canal do YouTube, explico as principais diferenças entre kefir, kombucha e probióticos em cápsulas.

Você vai entender o que observar nos rótulos, por que a quantidade de bilhões não é o único critério e quais cuidados são importantes antes de escolher um produto.

Vídeo: PROBIÓTICOS CASEIROS ou de FARMÁCIA? QUAL o MELHOR ? CARINA PALATNIK

CONCLUSÃO: O MELHOR PROBIÓTICO DEPENDE DO SEU OBJETIVO

Kefir, kombucha e suplementos probióticos não precisam ser vistos como adversários.

Eles apresentam características diferentes e podem ocupar espaços distintos em uma rotina alimentar e de cuidados com a saúde.

O mais importante é lembrar que a saúde intestinal não depende de um único alimento ou suplemento.

Uma microbiota saudável está relacionada a um conjunto de fatores, incluindo alimentação variada, estilo de vida, condições individuais e acompanhamento adequado quando necessário.

AGORA QUERO SABER DE VOCÊ!

Você prefere probióticos de farmácia ou cultiva kefir e kombucha em casa?

Deixe sua experiência nos comentários!

E se você quer um próximo conteúdo sobre os melhores alimentos prebióticos para a microbiota intestinal, escreva:

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Carina Palatnik
Saúde intestinal, microbiota e bem-estar.

Instagram: @carinapalatnik | @probiotico.sim


REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS

1. Hill C. et al. (2014). The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics consensus statement on the scope and appropriate use of the term probiotic. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 11, 506–514.
https://doi.org/10.1038/nrgastro.2014.66

2. Marco M.L. et al. (2021). The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics consensus statement on fermented foods. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 18, 196–208.
https://doi.org/10.1038/s41575-020-00390-5

3. Sanders M.E. et al. (2019). Probiotics and prebiotics in intestinal health and disease: from biology to the clinic. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 16, 605–616.
https://doi.org/10.1038/s41575-019-0173-3

4. Gibson G.R. et al. (2017). Expert consensus document: The International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics consensus statement on the definition and scope of prebiotics. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 14, 491–502.
https://doi.org/10.1038/nrgastro.2017.75

Este artigo tem caráter educativo e não substitui avaliação ou tratamento médico.

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Por favor, informe o seu e-mail para poder assistir a gravação live sobre disbiose, muito obrigada! Bjs, Carina Palatnik
Aviso importante: este conteúdo é baseado na minha experiência pessoal e em pesquisas, e não substitui a consulta com médico ou nutricionista. Não comece, pare ou troque nenhum tratamento sem orientação profissional.
Transparência: a Carebiotics é a minha marca de suplementos, e os guias e cursos citados aqui são produtos meus. Alguns links deste post podem ser comerciais ou de afiliado.

Carina Palatnik

Fascinada pela área de saúde desde a infância, com vocação para medicina, levada pela vida para a carreira de modelo e atriz ...

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